À beira da Lagoa da Tijuca e atrás do BarraShopping, está a Península, primeiro bairro ecológico do Rio de Janeiro. A maior área verde da região foi totalmente recuperada pelo arquiteto paisagista Fernando Chacel, a convite da Carvalho Hosken. Em uma área de 780 mil metros quadrados, equivalente ao Leblon, apenas 8% serão ocupados por empreendimentos assinados por: Gafisa, Multiplan, RJZ, Cyrela, Comasa, Canopus, Cymbal e Via Engenharia. A localização da Península é privilegiada, não só pela paisagem ao redor, mas por ser um novo bairro com única entrada e saída, assim como a Urca, na Zona Sul da cidade.
A recuperação do ecossistema local, conhecido também como Gleba E, durou 18 anos e o trabalho da Península começou com o cumprimento das exigências determinadas pela FEEMA. “Toda a faixa marginal de proteção da Lagoa da Tijuca foi restaurada”, declarou Chacel. Ele explicou ainda que, com a recuperação dos manguezais e dos plantios de restinga, chegou-se à cobertura vegetal originária da Barra da Tijuca.
A arquitetura paisagística da Península foi planejada para ressaltar a beleza natural da área. Cinco jardins temáticos – Jardim da Trilha, das Esculturas, das Palmeiras, Jardim Zen e Jardim das Frutíferas. Os 3,5 km do seu perímetro urbano compõem uma bela trilha ecológica – Trilha Prof. Luiz Hemydgio – com manguezais, vegetação de restinga, fauna e flora características da região e equipamentos de esporte e lazer para todas as idades.
Além dos jardins, a Península terá dois grandes parques com 45 mil metros quadrados cada. O Green Park contará com um campo de treinamento de golfe com putting green de 18 buracos, clube com piscina para adultos e crianças, quadras de tênis e poliesportivas, espaços infantis temáticos, ciclovia, ringue de patinação, pista de skate, mesas de jogos e áreas de meditação. Já o Lagoon Park será formado por espelhos d´águas com chafarizes e mirantes, trilha demarcada de três quilômetros, equipamentos de ginástica ao ar livre, jardim de bromélias, jungle houses (casas na árvore para crianças), espaços zen para meditação e leitura, redários, entre outros.
Vegetação
O projeto de Chacel divide a região em três modelos de vegetação: mangue, restinga e parque, sempre respeitando a flora nativa. No mangue, o objetivo foi restaurar e ampliar o manguezal que passou a ocupar toda a sua área potencial.
Já a área da restinga, recuperada como um grande jardim natural, possui valor estético, de proteção e manutenção de elementos das paisagens arenosas. Com isso, será permitido um acesso controlado para que o homem tenha contato direto com a natureza, sem por em risco sua preservação. “Conseguimos resgatar e restaurar todo o ecossistema de uma área que se encontrava em processo de inevitável degradação, preparando-a para ser um novo modelo de convívio humano-ambiental”, afirma Ricardo Corrêa, diretor de Marketing da Carvalho Hosken.
O modelo parque foi previsto para ser um espaço aberto e colorido, de passeio e de convívio e se constitui pelos dois grandes parques e os cinco jardins temáticos. É uma área de transição paisagística com arborização de floração rica, alternada e colorida, permeada de palmeiras estabelecidas sobre áreas gramadas.
História
Gleba E é a denominação original da Península. Data de 1938, quando foi parcelada a Fazenda da Restinga, uma das cinco remanescentes na região da Barra da Tijuca e Baixada de Jacarepaguá. Á beira da Lagoa da Tijuca e vizinha, em um dos seus lados, à Av. Via Parque, apresenta uma paisagem privilegiada não só pela sua privilegiada pela presença de monumentos naturais como a Pedra do Itanhangá e o Maciço da Tijuca.
Passadas algumas décadas de profundas e marcantes transformações ambientais, oriundas, principalmente, das constantes ocupações irregulares na região e do processo de assoreamento do complexo lagunar da área, a Península é um projeto pioneiro no País. Portanto, depois deste longo processo de recuperação, a ocupação da região está sendo consciente e programada: previsão para ocupação plena por 64 prédios, leve 30 anos para ser concluída.
Com o apoio de cientistas, professores, engenheiros e técnicos, a Carvalho Hosken, ao longo dos últimos 18 anos, conseguiu resgatar e restaurar todo o ecossistema da uma área.
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