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Valor, Catherine Vieira, 10/set
Depois de cindir as atividades da área imobiliária, que abriu capital no início deste ano, o banco CR2 quer agora se focar principalmente nas atividades de crédito, com ênfase no chamado middle market, ou seja, empresas de médio porte que geralmente fazem parte da cadeia de produção e fornecimento de grandes companhias. Segundo o presidente do banco, Claudio Coutinho, por conta disso, o banco está abrindo um escritório em Macaé e tem planos de abrir outros dois em Vitória e Santos.
Criado em 2000, o CR2 chegou ao primeiro semestre deste ano com ativos de R$ 49,82 milhões, sendo que em junho de 2006 esse número era de R$ 37 milhões. Já o prejuízo líquido caiu dos R$ 274 mil apurados no primeiro semestre de 2006 para R$ 132 mil no mesmo período deste ano.
Segundo Coutinho, a idéia é privilegiar o crédito para o 'middle market', mas o banco também faz operações no segmento de crédito consignado. "A carteira de crédito cresceu 140% pelos números do balanço do primeiro semestre e já aumentou mais em julho e agosto, hoje estamos com cerca de R$ 40 milhões, mais os R$ 10 milhões do crédito consignado", diz ele. Os dados do balanço apontam que ao fim de junho deste ano as operações de crédito eram de R$ 38,9 milhões, enquanto no fim de junho de 2006 eram de R$ 16,42 milhões.
A captação de recursos vinha sendo feita por meio de CDBs e o banco chegou a cogitar uma captação externa, mas agora já planeja montar o primeiro fundo de recebíveis, os chamados FIDCs. De acordo com Coutinho, esse modelo não havia sido ainda adotado antes porque a estratégia do banco é a de montar soluções de crédito de acordo com a necessidade do cliente, o que faz com que os créditos sejam bem menos padronizados.
Outra área que está sendo aberta para a captação é a de administração de fundos, com os fundos CR2 Kite e CR2 Hedge. Segundo Coutinho, o CR2 Kite é um fundo multimercado que já existe há algum tempo, mas ficava praticamente fechado, pois não havia esforço de captação de clientes. Agora, ambos ficam abertos a novas aplicações, sendo que o diretor responsável pela área é Cristiano Maroja.
O CR2 foi criado por executivos que fizeram carreira no banco BBM, onde Coutinho atuou por 13 anos. Outro sócio-fundador, Carlos Guedes, também ex-BBM, tem cadeira no conselho, mas ficou como presidente da empresa que resultou da cisão, a CR2 empreendimentos imobiliários, na qual Coutinho também tem assento no conselho. O grupo chegou a ter atuação na área de consultoria, em parceria com a executiva Maria Silvia Bastos Marques, que hoje é presidente da Icatu Hartford.
Fim de Banco CR2
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